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Fog

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a merda do costume. [28 Aug 2008|12:04am]

urbantrash
[ mood | pissed off ]

os nossos medalhados voltaram. houve uma conferência de imprensa, normal. o que não é normal é a vontade dos nossos jornalistas de "chanfurdar" na merda e de arrastar todos para a dita. todas as perguntas foram relacionadas com a polémica dos comentários e dos comentários aos comentários. falar sobre as "medalhas" nada.

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o pedro [27 Aug 2008|07:41pm]

_nowadays_
[ music | ainda os sigur ros /o\ ]

O pedro foi das primeiras pessoas com quem travei conhecimento virtual nos tempos idos em que a internet chegou cá a casa, através de amigos em comum; mesmo lá desterrado na ilha governada pelo louco despótico, conseguia estar presente nos momentos mais tortuosos de uma descoberta nada fácil. Posso dizer que também estive presente para ele.
Com o passar do tempo foi-se formando uma cumplicidade intrincada e ficámos algo mais que uma simples janela aberta com mensagens a piscar; é estranho, porque sempre pensei que para ter um amigo precisava da sua presença física. O pedro foi a excepção à regra. Acompanhei o melhor que podia o progresso dos seus trabalhos, pelas fotografias que ele fazia questão de enviar, rejubilei quando soube que o banif do funchal adquiriu alguns dos seus quadros para embelezar o seu espaço.
Um dia perdeu-se o contacto, e o telemóvel não dava sinal; as cartas também não tinham resposta, mas o trabalho dos correios sem ser registado deixa um tanto ou quanto a desejar, por isso pensei que tivesse mudado de ares.
Há coisa de dois meses, num daqueles acasos prosaicos, retomou-se um contacto por causa de um sms enganado; encontrá-mo-nos crescidos, com outras prioridades, outro olhar sobre o mundo. Mas a cumplicidade manteve-se. E ainda bem. Porque o pedro é daquelas pessoas que eu quero estimar para a vida, mesmo que nunca nos cheguemos a encontrar num plano físico.

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descoberta do dia [27 Aug 2008|07:25pm]

_nowadays_
[ mood | shallow ]
[ music | sígur rós \o/ ]

Encontrei finalmente a forma de gramar o novo cd da madonna; no treino do ginásio, principalmente quando estou a fazer
(ou a tentar)
os
(abomináveis)
abdominais.
Como ainda não sabia o que levar vestido para o concerto
(coisa de sobremaneira importante porque certamente vou estar rodeado de gente pra lá de crítica nesse sentido)
já sei: t-shirt, calções de treino e as luvas de cabedal sem dedos para agarrar nos pesos; com um bocado de sorte nesse dia a festa temática do labyrinto é a sporty e vou fazer um sucesso desmedido.

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Baú (II) Cavaleiro Andante, nº196*, 1955. [27 Aug 2008|05:52pm]

lili_one
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Os primeiros livros que li eram de edições do Adolfo Simões Muller.

* os outros já estão arrumados para irem para o sotão.
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Recordações do baú - Action Man, 1968 [27 Aug 2008|03:53pm]

lili_one
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Quem diria que ainda havia de brincar com bonecos aos 48 anos.
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post mal disposto [27 Aug 2008|03:36pm]

skyborg

tenho andado mal disposto. as coisas por aqui vão alterar-se dentro em breve, a administração vai praticamente toda ser substituída, e não sei se fico com o lugar que ocupo. esta insegurança começa a preocupar-me e faz com que entre em choque com as pessoas de quem gosto e que não são responsáveis pelo meu feitio de merda. a Naná, por exemplo, está a cada passo “à porra e à massa” comigo. aprovou a publicação duma merda infantil com uma crítica muito positiva e com uns blá-blá-blás dignos dos “pinchers intelectuais”. depois de lhe ter dito que não acreditava que aquela trampa tivesse um pingo de qualidade, ficamos os dois de trombas um com o outro durante uma data de horas. o problema é que sabendo que não entendo nada de literatura infanto-juvenil, deveria era estar de bico fechado e deixar trabalhar quem sabe.
raismefoda!
depois esta merda é assim: os gajos que chefiam qualquer treta tornam-se intratáveis quando percebem que o barquinho em que navegam está a preparar-se para os lançar borda fora. tornam-se pastéis arrogantes e ficam à espreita de qualquer errito nosso para nos foder o juízo, cagando aquilo que tinham engolido quando suspeitavam que a coisa ainda tinha pano para durar e que precisavam de nós durante muito tempo ainda. agora vingam-se nos pobres, da desgraça que é perder o lugar que ocupavam com uma incompetência do caralho.
o responsável pelo meu departamento diz que anda cansado. que já não aguenta e ontem fez-me um discurso deprimente a lamentar-se que o dinheiro não lhe chegava ao fim do mês e que tinha as mesmas sapatilhas há vinte anos. JURO! ele disse que as sapatilhas que usava de vez em quando duravam há vinte anos. a partir disto já não ouvi mais nada. só via na minha frente umas vacas dumas sapatilhas podres com um merdas dentro.
a chefona deve ter cola no cu porque nem sequer a mandaram levantar. vai continuar estatelada no trono com olhos de “se-te-apalho-fodo-te”. espero que lhe aconteça o mesmo que às sapatilhas: vinte anos com merda dentro e no fim só servem para assombrar um gajo.

ó gente do caralho!

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...DQP Present Days: Musical Evidence #1 [26 Aug 2008|06:08pm]

aeternium
[ mood | chipper ]
[ music | a boa da Alanis!! ]



the "fully naked with hippie hair" attempt

did she fail?

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...DQP Early Days: A Prenda #3 (in simultaneous release) [26 Aug 2008|06:02pm]

aeternium
[ mood | chipper ]
[ music | Goldfrapp_A & E ]



the "surrealist ready-made" attempt

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post com a Naná irritada mas muito fluente [27 Aug 2008|01:57pm]

skyborg

- … e sabes que mais, Petrovsky? “ai” disse o outro quando viu o cu ao pai e o teu mal é sono. fiquemo-nos por aqui, que eu mais não digo. se não acreditas cebolas nas pitas. vai ver se chovo…se chove… se chove lá fora… ver se eu estou lá fora… olha, vai antes à merda!

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jogo da roda [27 Aug 2008|12:17pm]

urbantrash
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Como ser um BOM cliente [27 Aug 2008|11:59am]

ovelhao
[ music | Lenny Kravitz | Is There Any Love In Your Heart ]

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O leopardo [27 Aug 2008|11:50am]

jornadas

O perfume da Laura tem demasiado corpo. Uma densidade que permanece em “nota alta” e que entrega ao início da noite a temperatura desajustada de um Inverno.
- A minha perfeição, meu caro, fecha sempre com um erro. É uma garra: crava-se na pele dos inocentes, depois não sai.
Afasta dos ombros as labaredas de ferrugem das ondas e das quebras do cabelo e espalha no espaço um indeclinável gesto caçador. Os olhos semicerrados e o corpo exuberante aprisionado em seda e afinação. Um leopardo fêmea.
- O que fizeram desta vez ao meu bichinho?! - Carnívoro, o felino mostra interesse.
Choramingo a brisa insidiosa que me tocou a alma.
- Manipula-os.
Emudeço.
- É facílimo manipular os que confundem o poder com um caniche. Passeiam-no pela trela e distraem-se a olhar aqueles que o afagam. Se ofereceres um osso ao pobre do cãozinho, tens o dono aos pés a falar de pedigree. Depois é só pedires a trela por instantes.
Desventurado, eu, de mãos vazias!
- És irritante! – O leopardo em labareda ruge. – Usa o erro que fecha a tua perfeição: a tua Liberdade. Troca-a por instantes pela trela. Só tens que ficar atento à mordedura e impedir que as mandíbulas se fechem.

Depois esfomeada esquece tudo e crava no graçon a garra do perfume.

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[26 Aug 2008|06:42pm]

hagar_horrivel
Amostra sem valor (Antônio Gedeão)

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo. 
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[26 Aug 2008|10:35pm]

lili_one
Tão pouca é a vida

Tão pouca é a vida,
o deslumbrado delírio da vida.

No tear se tecem os fios, o desenho das rendas,a
renda dos dias.
Ignoro quantos,
quantas tardes no fluir da paixão, quanto ouro e
azul na idade das mãos,
que idade no tear das mães.

Foram belas também no sonho antigo,
passearam entre os lírios,
desatavam a cabeleira e os vestidos,
iam à beira mar.

- José Agostinho Baptista -
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[26 Aug 2008|06:32pm]

hagar_horrivel
[ mood | Saudoso ]
[ music | Stella Maris - Einsturzende Neubauten ]

Conheço o Sal (Jorge de Sena)

Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousando em suor nocturno.

Conheço o sal do leite que bebemos
quando das bocas se estreitavam lábios
e o coração no sexo palpitava.

Conheço o sal dos teus cabelos negros
ou louros ou cinzentos que se enrolam
neste dormir de brilhos azulados.

Conheço o sal que resta em minha mãos
como nas praias o perfume fica
quando a maré desceu e se retrai.

Conheço o sal da tua boca, o sal
da tua língua, o sal de teus mamilos,
e o da cintura se encurvando de ancas.

A todo o sal conheço que é só teu,
ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
um cristalino pó de amantes enlaçados.

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[26 Aug 2008|10:31pm]

lili_one
Não é música

Não é música o que ouvimos.
Não é de água este brilho de prata.

Eu estou aqui sobre as pontes do rio.
Outros são os que espreitam pela bruma das margens.

Talvez me lembre:
tu vinhas devagar pelo lado das acácias.
Cingias cada árvore e as colunas, os braços de um
deus cruel, o saber dos templos.

Não é um salmo o que ouvimos.
Não é de harpas este lamento,
não é o ofício das mãos esculpindo um rosto,
não é a palavra de deus que ecoa nas escarpas.

Algures te ocultas e não deixas sinais.
Quem és tu
cujo perfil se desvanece, cuja doçura se perde nos
confins da tarde?

Eu estou aqui onde se unem as margens, onde escurecem
as sendas e as sombras,
onde correm as nuvens, as pedras, as águas.

Outros são os que te aguardam pelo lado das acácias.

- José Agostinho Baptista -
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[26 Aug 2008|10:29pm]

lili_one
boomp3.com
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...DQP Early Days: A Prenda #2 [26 Aug 2008|05:06pm]

aeternium
[ mood | optimistic ]
[ music | Impressed ]

word de jour... "agradecimento"


the "house full of post-its" attempt

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[26 Aug 2008|12:10pm]

lili_one
"A nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida." (José Saramago) 
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[26 Aug 2008|12:02pm]

lili_one
“Nunca mais sossegou a minha vida.

ainda me perturbam todos os nomes e as regiões (agora
desabitadas
gente que vi partir deixando o olhar parado (à volta
nas encostas e nos telhados vermelhos
gente perdida nas altas escarpas do norte e
no passado interminável…

os barcos chegaram há pouco quando anoitecia”.

- José Agostinho Baptista -

boomp3.com
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